Vozes de Nossa Terra
Fragmentos de vida e memórias que compõem o mosaico humano de Ingá. Conheça as mãos que preservam nossa cultura.
Maria Maciel e a chegada do telefone ao Ingá
Com imensa alegria hoje contamos a história querida professora Maria Maciel, aos 92 anos. Uma mulher que marcou gerações e cuja casa se tornou, por muito tempo, um verdadeiro ponto de encontro em nossa cidade.
No final da década de 70, ela foi uma das primeiras pessoas em Ingá a ter telefone residencial e, com generosidade, compartilhava sua linha para que vizinhos e amigos pudessem falar com seus familiares distantes. Mais do que um aparelho, aquele telefone era símbolo de união e afeto.
Ouvir dona Maria representa conhecer uma história cheia de memória, solidariedade e pertencimento.
Professora Antonia: Uma das fundadoras da nossa Escola
Em 2025, a nossa querida Escola Major completa 50 anos de história. E não poderíamos celebrar essa data sem prestar uma homenagem especial a quem dedicou a vida a este lugar: a inesquecível professora Antonia, ou, como todos a chamavam com carinho, a nossa amada Tia Toinha. ❤️
Desde a fundação da escola, em 1975, quando tudo começou com apenas duas salas de aula, Tia Toinha já estava lá, com seu olhar acolhedor e sua voz firme, guiando gerações.
Foram 32 anos de dedicação, ensinando não apenas a ler e escrever, mas também a importância da dignidade, da honestidade e do amor ao próximo. 🌹
Dona Lia: o cuscuz e a força de uma mulher que venceu a fome
Que cuscuz é vida, todo nordestino já sabe. Mas você conhece a história de como um simples moinho de milho, aliado à coragem e à determinação de uma mulher, se transformou em salvação para toda uma família? 😍🌽✨
Hoje, apresentamos a história de Dona Lia, guardiã do Memorial do Cuscuz e da Tapioca na Lenha. Uma mulher forte, de sorriso generoso, que nos recebeu em um espaço cheio de calor humano e memórias. Lá, entre objetos antigos e relíquias preciosas, como um moinho de milho feito de pedra, os alunos puderam mergulhar em um passado vivo, repleto de luta e esperança. 🙏🏻
Dona Lia mostrou que o cuscuz vai muito além de um prato típico: foi sustento, resistência e recomeço. Com fé, trabalho e amor, ela transformou o alimento em herança cultural e ferramenta de sobrevivência para sua família.
Dona Neta e sua alegria inconfundível
Acreditamos que nossos leitores já perceberam o quanto somos apaixonados por histórias de mulheres fortes, resilientes e inspiradoras, daquelas que deixam marcas profundas na memória e no coração do povo do Ingá. 😍❤️🌹
Hoje, com muita alegria, contamos a história de Dona Neta, uma dessas mulheres que, mesmo diante das adversidades da vida, carrega no rosto o brilho de um sorriso sincero e espalha alegria por onde passa, com seu jeito leve e espontâneo.
Junto ao seu companheiro de vida, Dona Neta foi proprietária de parques de diversões que fizeram parte da infância e juventude de muitos ingaenses.
Seus carrosséis, canoas e risadas ecoavam nas tradicionais festas do Rosário e de São Sebastião, e também em tantas outras cidades e estados vizinhos, levando diversão, música e magia por onde montavam o parque.
Ao som das canções que embalavam corações naquela época, como as inesquecíveis músicas de Maurício Reis, as noites ganhavam vida, luz e emoção. Eram tempos de encantamento, em que o simples girar de um brinquedo se misturava às lembranças e ao sorriso contagiante de Dona Neta.
Seu José e a passagem do cangaceiro Antônio Silvino pelo Surrão
Você sabia que o cangaceiro Antônio Silvino passou por Ingá e deixou histórias que ainda vivem na memória do povo? ⏳🏜️🔥
Pois é, essa história atravessa o tempo e ainda ecoa nas memórias de Seu José, de 71 anos, nascido e criado no Sítio Surrão, zona rural de Ingá, que guarda lembranças passadas de geração em geração sobre a presença marcante desse famoso cangaceiro na região.
Antônio Silvino, cujo nome verdadeiro era Manoel Batista de Moraes, nasceu em 1872, em Afogados da Ingazeira-PE, e tornou-se um dos mais conhecidos cangaceiros do Nordeste antes mesmo de Lampião. Ficou conhecido como o “Rifle de Ouro”, por sua pontaria precisa.
Durante suas andanças pelo interior da Paraíba, especialmente nas primeiras décadas do século XX, Silvino e seu grupo costumavam se refugiar em regiões de difícil acesso, como o Sítio Surrão, em Ingá. Ali encontravam abrigo entre as serras e matas fechadas, usando o terreno acidentado como esconderijo estratégico.
Seu José nos contou que, em uma dessas estadas, Antônio Silvino e seus homens acabaram tirando a vida de seu bisavô, episódio que marcou profundamente a história de sua família e da comunidade local.
Dona Maria e a Tradicional Festa do Rosário
Você já teve o prazer de ouvir alguém relembrar a antiga Festa do Rosário, carinhosamente chamada de festa de outubro? ❤️😍🥰
Hoje, quem nos guia por essa doce viagem no tempo é Dona Maria, 79 anos de idade, e há 35 cuida com zelo e amor da casa de Deus. 🏫
Com suas palavras cheias de simplicidade, ela nos faz reviver uma das mais queridas tradições culturais de Ingá — uma festa que encantava gerações. 😍
Eram três dias de pura alegria: celebrações, brincadeiras, bazar, leilões, comidas típicas e muita animação no pavilhão da igreja e ao redor, onde se espalhavam os parques e as barracas iluminadas. 🎡💖
Era um tempo de confraternização, fé e encanto, em que toda a cidade se unia para celebrar e viver momentos que ainda hoje aquecem a memória de quem esteve lá